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Alimentos que cães e gatos não podem comer (e os que podem)

O olhar de quem não come há três dias na hora do seu almoço é puro teatro. Antes de ceder o 'só um pedacinho', vale saber o que vira petisco e o que vira pronto-socorro.

Atualizado em 9 de junho de 2026

Você senta pra almoçar e ele aparece: o olhar de quem não vê comida desde a gestação, o queixo fincado na sua perna, a encenação completa. Ceder um pedacinho parece o cúmulo da inocência. Às vezes é mesmo. Às vezes é uma corrida pro veterinário. A diferença mora em saber o que pode cair na tigela e o que é veneno de verdade.

O “só um pedacinho” que sai caro

Aqui no Brasil tem um agravante: a gente tempera tudo. Aquele resto de arroz, o feijão, a sobra do churrasco quase sempre vêm com cebola e alho no meio, e essa dupla é justamente uma das mais perigosas pro pet. O que pra você é sabor, pro organismo dele é encrenca.

A lista preta (vale decorar)

Os campeões de emergência, segundo os centros de toxicologia animal:

  • Chocolate. A teobromina é tóxica pra cães e gatos. Quanto mais amargo e puro, mais concentrada. Chocolate ao leite tem menos, mas não conte com a sorte. E sim, brigadeiro conta: o cento até tem preço justo, mas pro cachorro o preço é sempre uma emergência veterinária.
  • Uva e passas. Podem causar insuficiência renal em cães, e o detalhe assustador: não se conhece uma quantidade segura. Pouca uva já é uva demais.
  • Cebola, alho, cebolinha e alho-poró. A família do alho ataca os glóbulos vermelhos. Vale cru, cozido, em pó, refogado. Gato é ainda mais sensível que cão.
  • Xilitol. Adoçante escondido em chiclete, bala sem açúcar, alguns cremes de amendoim e até em pasta de dente. Derruba a glicose do cão e pode levar à falência do fígado.
  • Macadâmia. Em cães, causa fraqueza, tremor e febre.
  • Álcool e cafeína. Parecem óbvios, mas entram na conta dos acidentes domésticos mais comuns. Café, energético, aquele gole de cerveja “de brincadeira”: nada disso.
  • Massa de pão crua. Fermenta dentro do estômago, incha e ainda produz álcool. Nada engraçado.

O que pode, sem drama

Nem tudo da nossa mesa é proibido. Em pequena quantidade, sem sal, sem açúcar e sem tempero, costumam ser seguros:

  • Carne ou frango bem cozido, sem osso
  • Cenoura, maçã (sem as sementes), abóbora cozida
  • Arroz branco simples, ovo cozido

Lembrando que o que o cachorro pode comer nem sempre vale pro gato. Gato é carnívoro convicto e não tira grande proveito de vegetais. E aquele mito do pratinho de leite? Esquece. A maioria dos adultos não digere lactose, e o presente vira diarreia.

Petisco caseiro: pode, mas anote a receita

Curte fazer petisco em casa? Boa. Só duas regras. Primeira: petisco é petisco, não é a refeição, e tudo somado deveria ficar abaixo de 10% das calorias do dia (a conta inteira está no guia de quanto de ração por dia). Segunda: anote a receita num lugar que você reencontre depois, não no papelzinho que sempre some. Eu jogo as minhas no Receitorio, que é tipo um caderno de receitas pessoal, sem virar rede social nem encher a tela de propaganda na hora de cozinhar. Já dieta caseira completa, aquela que substitui a ração, é outra conversa: essa só com veterinário, senão falta nutriente sem você perceber.

Engoliu o que não devia? Não espere o sintoma

Se o pet abocanhou algo da lista preta, aja na hora, sem esperar passar mal. Anote o que era e o quanto, e procure um veterinário ou uma emergência veterinária imediatamente. E não tente fazer o pet vomitar por conta própria com receita de internet: dependendo do que ele comeu, isso piora o estrago. Quem decide essa parte é o profissional.

Alergia é outra história

Importante não embolar as coisas. Alimento tóxico faz mal a qualquer pet, é pura química. Alergia alimentar é o sistema imune de um pet específico implicando com uma proteína da dieta: sintomas, causas e solução são diferentes. Coçar não é o mesmo que se intoxicar.

Anote o que cai bem

Perfil do pet no app Tigela Boa: sabores preferidos, tipo de ração, marca favorita e restrições alimentares.
No Tigela Boa, o perfil de cada pet guarda preferências e restrições, e cada refeição entra com nota em patinhas.

Saber o que faz mal é metade. A outra metade é lembrar o que faz bem: qual petisco ele ama, qual sabor nunca falha, o que você testou e aprovou. No Tigela Boa, cada pet tem um perfil com preferências e restrições, e cada refeição entra com uma nota em patinhas. Com o tempo, a tigela aprovada deixa de ser palpite e vira lista.

Fontes

As orientações deste guia seguem material de instituições de referência (em inglês):

Conteúdo informativo e não substitui a orientação de um médico-veterinário. Em caso de dúvida sobre a saúde do seu pet, consulte um profissional.

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